janeiro 05, 2006

Sobre Terapia Ocupacional


Duas amigas me pediram para escrever sobre a Terapia Ocupacional, e como eu gostaria que as pessoas que costumam ler o meu blog saibam sobre minha profissão, segue aí este texto bem simples. :)

TERAPIA OCUPACIONAL

“O ofício de viver, se aprende no fazer”

Muitas pessoas já ouviram falar da Terapia Ocupacional, mas poucas sabem o que é ou o que faz. Algumas acham que é uma subdivisão da Psicologia, outros, que faz parte das chamadas “terapias alternativas”. Há também aqueles que acreditam que a Terapia Ocupacional seja “uma mistura de Psicologia, com Fisioterapia...” e outras profissões mais, além de pronunciarem de forma errada o nome da profissão: alguém já ouviu falar em “Fisioterapia Ocupacional”?
Mas o que é Terapia Ocupacional e quando ela surgiu? Ela realmente é uma mistura de profissões? O que faz um terapeuta ocupacional? Ela é uma profissão recente? Neste texto, tentarei responder a estas perguntas.

O que é Terapia Ocupacional?
Segundo os sites do Crefito – 3 (Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 3ª Região – SP) e do Curso de Terapia Ocupacional da USP:
é um campo de conhecimento e intervenção em saúde, em educação e na esfera social, que reúne tecnologias orientadas para a emancipação e autonomia de pessoas que, por razões ligadas às problemáticas específicas (físicas, sensoriais, psicológicas, mentais e/ou sociais), apresentem, temporária ou definitivamente, dificuldades na inserção e participação na vida social.
As intervenções em dimensionam-se pelo uso de atividades, elemento centralizador e orientador na construção complexa e contextualizada do processo terapêutico.
Ou seja, a Terapia Ocupacional não é uma mistura de profissões, muito menos uma subdivisão de outra, mas sim uma profissão regulamentada, com Conselho Federal e faculdades que ministram o curso, de nível universitário (não existem cursos técnicos no Brasil, mas em alguns países da Europa, é possível encontrar o profissional técnico). E o terapeuta ocupacional utiliza-se da atividade humana, da ocupação (seja ela artesanal, expressiva, etc) para intervir com seu sujeito alvo (o paciente), e assim criar a relação com este, chamada relação triádica, onde se envolvem esses três elementos (terapeuta ocupacional – atividade – paciente).
O mercado de trabalho dos terapeutas ocupacionais é abrangente. Hospitais, clínicas, centros de reabilitação, centros de atenção psicossocial, unidades básicas de saúde, unidades de convivência e escolas que atendem crianças e adolescentes portadores de necessidades especiais são alguns dos locais em que esses profissionais atuam.
A demanda atendida pelo terapeuta ocupacional, basicamente constituída por pessoas com deficiência (física, sensorial e/ou mental), com sofrimento psíquico, idosos, e/ou vivenciando situações de exclusão social, é numericamente importante na sociedade brasileira.

Quando e como surgiu?
A ocupação com fins assistenciais já era utilizada desde a Antigüidade, mas começou a ter um treinamento específico em 1908 para atendentes hospitalares, através de um curso de seis semanas em ocupação e recreação curativa. Até 1914, o uso da ocupação com estes fins era nomeado de diferentes formas: tratamento moral, tratamento do trabalho, terapia do trabalho, tratamento da ocupação, reeducação ocupacional, ergoterapia (ergothérapie), laborterapia, praxiterapia. Mas em dezembro do mesmo ano, o arquiteto George Edward Barton introduziu o termo “terapia ocupacional”, e em 1915 foi organizado o primeiro curso profissionalizante para terapeutas ocupacionais (BENETTON, 1999).
No Brasil, o curso foi introduzido na década de 60, no hoje Instituto de Ortopedia do Hospital das Clínicas da FMUSP. Inicialmente como um curso técnico, tornando-se em 1969 de nível universitário, quando a profissão foi regulamentada, juntamente com a Fisioterapia. Portanto, só no Brasil, a Terapia Ocupacional já tem mais de 40 anos.

Isto é um pouco da Terapia Ocupacional, pois o campo de conhecimento é muito vasto, e tem se ampliando a cada ano. Hoje no Brasil somos em torno de 7000 terapeutas ocupacionais atuando nas áreas acima citadas, além das áreas de pesquisa e de ensino em universidades. Existe uma Associação Brasileira da profissão (ABRATO) e diversas Associações Estaduais.
Enfim, uma profissão antiga, mas que ainda está em fase de crescimento e conhecimento.

Bibliografia

BENETTON, J. Trilhas Associativas – Ampliando Recursos na Clínica da Terapia Ocupacional. Segunda Edição. Centro de Estudos de Terapia Ocupacional. São Paulo, 1999.
www.fm.usp.br/to
www.crefito3.com.br
www.atoesp.org.br

5 comentários:

Anônimo disse...

Olá,
Você sabe onde posso encontrar alguma clinica de terapia ocupacional em Sao Paulo capital?
Obrigada
Andrea
dealevy@hotmail.com

sara cristiane ferreira disse...

oi no paraná existe clinica de terapia ocupacional ? me responda por favor. Sara

Tata disse...

A todos que têm interesse em Terapia Ocupacional, sugiro que deixem seus e-mails de contato, assim fica mais fácil eu passar informações.
Grata,
Thais

Marco Fiadi disse...

Olá,

Peço também, o especial favor de informar o telefone de alguma clínica de terapia ocupacional em São Paulo.
Muito Obrigado.

Marco Fiadi
mfiadi@americaschoicebbs.com

PS. Por favor, mande resposta para o e-mail acima porque é o único que estou usando.

mayumi disse...

oi, eu tenho um blog no qual tento divulgar um pouco mais sobre a profissao dos terapeutas ocupacionais e se vc puder me ajude divulga-lo.
www.profissaoto.blogspot.com